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Património

S. Mamede apresenta diversos exemplares de riqueza patrimonial, verdadeiras relíquias do passado. A actual igreja paroquial apresenta uma dimensão considerável atendendo ao local e à época da sua edificação. Sofreu ao longo dos séculos diversas obras de beneficiação, mandadas executar pelos vários párocos. Graças a isso adquiriu uma dignidade e um carácter que muitos destacam e lhe dão verdadeiro agrado. No frontão que sobrepuja a porta vê-se inscrita a data de 1777, ano em que terá sido levada a cabo uma grande restauração. Mas é possível encontrar indícios dispersos que apontam para datas bem anteriores: logo ali bem próximo, entre duas cameleiras, um antiquíssimo banco de rude granito exibe uma inscrição - 1702 - e na pedra em que assenta o púlpito está gravado 1682. Além disso, nos documentos dessa época, a igreja é referida como possuidora de grande antiguidade.

No interior da igreja, existem quatro painéis de azulejos de consideráveis dimensões, representando diversas facetas da vida do seu orago: o nascimento do menino Mamede; Mamede aos 18 anos no deserto de Capadócia; Mamede perante o imperador Aureliano, recusando-se a negar Cristo; o martírio de S. Mamede.

As cruzes, cruzeiros e alminhas de S. Mamede constituem um conjunto, rico e diversificado, que permite aos presentes e aos vindouros recordar o passado, a fé e o sentir dos antepassados e os privilégios de outrora. Dispersos pela paróquia, há diversos exemplares de cruzeiros, de diferentes tamanhos e pormenores, com ou sem pedestal, com degraus ou sem base, braços em secção losangular ou terminações de tipo floral. À entrada do recinto da igreja, podemos encontrar um, por sinal magnífico. Curiosamente, apesar de bem distanciado da capela, está em perfeito alinhamento com o centro da frontaria, o que revela um propósito definido. Em Mendões mais um, bastante mais recente mas de boa feitura.

Mas é no lugar de Vila que se encontra em maior número de. Incrustadas no muro que envolve o adro da igreja, três cruzes que, juntamente com as outras, balizavam os "passos", da via-sacra, que como se sabe é devoção religiosa representando a caminhada de Cristo, carregando a cruz, para o golgota, em Jerusalém. O trajecto, assinalado ainda hoje por algumas cruzes, partia da igreja, seguia pela actual Rua de S. Roque, onde está outra cruz, virava para a rua de Vila, onde junto à travessa Antiga há mais uma, entrando na travessa do Outeiro para terminar no sítio do Calvário.

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